Nossa História

» 1920

10 de outubro: A Liga inicia seus trabalhos sociais como Liga das Mães Católicas de São Paulo, sob a hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana: Vigário Geral Monsenhor Dr. Emílio Teixeira e Arcebispo São Paulo Dom Duarte Leopoldo e Silva. Teve como primeira presidente Dona Guiomar Ataliba Penteado e vice-presidente Dona Zoraide Dias Costa.

Dom Duarte, em seguida, declara a Liga das Mães Católicas independente da Associação das Mães Cristãs (existente na época), porque os fins da Associação eram particulares, e os da Liga eram fins “gerais e seus princípios, sociais”.

» 1922

2 de dezembro: Dom Duarte Leopoldo e Silva cria, formalmente, a Liga das Senhoras Católicas de São Paulo.

» 1923

Iniciam-se as atividades na primeira Sede da Liga, Rua Líbero Badaró, nº 87, propriedade da senhora Germaine Buchard.

1 de janeiro: Início das atividades do Departamento de Auxílio Social, na Sede da Liga, que compreende a confecção de trabalhos manuais pela sócias da Liga, exposição, oficina de costura e bordados. Organiza um Patronato para reunir e assistir moças pobres, geralmente saídas de asilos, que querem ganhar a vida bordando ou costurando.

10 de março: Registro do primeiro estatuto registrado sob o número 948 no Registro Geral de Hipotecas na cidade e comarca de São Paulo, como uma “associação cível de direito privado e fins filantrópicos, de caráter beneficente, educativo, cultural e de assistência social com orientação religiosa do Cardeal Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de São Paulo, que será o Diretor Geral da entidade”. Esta é a data considerada de fundação da Liga Solidária.

Criam-se duas Seções:
1) Secretariado de Colocações: visando conseguir empregos para jovens em casas comerciais e de família, depois ampliando para a população em geral;
2) Seção de Propagandistas: para promover casamentos, batizados, entronizações, confissões de adultos, visitas aos pobres, socorro aos necessitados e distribuição de roupas.

Inauguração da Escola Comercial da Liga, na Avenida Angélica, nº 2.261, Santa Cecília, com o objetivo de preparar moças para as áreas técnica e comercial, aliado à sólida formação profissional. Em 1945, o nome da escola mudou para Escola de Comércio da Liga das Senhoras Católicas, em 1948 passou a se chamar Escola de Comércio Nossa Senhora das Graças.

» 1924

A Liga, conectada com a realidade em que estava inserida, disponibiliza suas sócias para atenderem as vítimas da revolta militar (consequência da Revolução ocorrida em São Paulo, de um conflito armado entre o Governo Federal, representado pela figura do Presidente Arthur Bernardes, e parte das forças armadas), que atuam em hospitais, no conforto físico e moral às viúvas e órfãos; arrecadação de numerário destinado à Associação de São Vicente de Paulo em distintas paróquias (Cambuci, Belenzinho, São João Batista, Brás e Bom Retiro), Casa Pia e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e para compra de tecidos para a confecção de roupas pelas próprias sócias da Liga, distribuídas às casas de caridade e hospitais.

8 de julho: Inauguração da Escola de Economia Doméstica, que posteriormente passou a se chamar Escola de Educação Doméstica.

Graças às contribuições das sócias e do resultado da primeira campanha feita pela Liga com arrecadação no “Livro de Ouro” (iniciado em 1922), um terreno é adquirido à Rua da Assembleia, nº 33, dando início às atividades. A proposta da escola inclui a implantação de dois setores:

1º Setor – voltado para as moças da sociedade, futuras mães de família e donas de casa;
2º Setor – para as empregadas domésticas que necessitavam de uma instrução básica para os conhecimentos técnicos das funções que exerceriam em casas das famílias paulistanas.

A partir de 1950, passou a se chamar Instituto Santa Amália e hoje, atualmente, funciona o Colégio Santa Amália.

Outubro: Abertura do Externato Frei Galvão, funcionando em sala anexa à Escola de Economia Doméstica, na Rua da Assembleia, nº 33, com a finalidade de possibilitar estudo às inúmeras jovens analfabetas que se apresentavam para estudar na escola.

» 1925

A Liga recebe o Príncipe D’Orleans e Bragança e a Princesa Elisabeth em sua sede, para conhecimento do seu trabalho assistencial.

» 1926

img_nossa_historia-19268 de maio: Inauguração do Restaurante Feminino, em local cedido pelo prefeito de São Paulo, Dr. Fermiano Pinto, nos baixos do Viaduto do Chá-Vale do Anhangabaú. Seu objetivo é favorecer as jovens de classe média que alimentavam-se mal por falta de tempo ou de recursos para o retorno aos lares. A partir daí transferiu-se para vários locais do centro da cidade.
O restaurante oferece, posteriormente, as unidades e atividades:

1) Associação do Restaurante Feminino (inaugurada em 1935);
2) Colônia de Férias na Praia de Bertioga (inaugurada em 1941), que posteriormente passou a se chamar Casa de Férias Helena Pereira de Moraes, fruto de doação do Dr. José Ermírio de Moraes e Sra. Helena Pereira de Moraes;
3) Departamento Jurídico (inaugurado em 1947);
4) Cursos: Português, Taquigrafia, Inglês, Matemática, Datilografia e outros em parceria com o SESI (a partir de 1965);
5) Lar do Restaurante Feminino (inaugurado em 1971).

» 1928

10 de março: Inauguração da Pensão Santa Mônica (depois Casa Santa Mônica), no prédio do Seminário Diocesano, pertencente à Cúria Metropolitana no bairro da Luz, diante da necessidade de abrigar senhoras e jovens, principalmente da classe estudantil e, ao mesmo tempo, proporcionar assistência material, moral e espiritual. Esta unidade funcionou até 1966.